O QUE É RETINA?
A retina é uma membrana vascularizada que recobre a parte interna do fundo do olho. Tecido altamente especializado responsável por captar o estímulo luminoso e o enviar ao cérebro para a formação da visão propriamente dita.
Dividida anatomicamente em parte central (mácula) e periférica.
Patologias da retina:
A) Retinopatia diabética
B) Degeneração macular relacionada com a idade (DMRI)
C) Descolamento de retina
D) Membrana epirretiniana
E) Buraco macular

A) Retinopatia diabética
Retinopatia diabética é uma condição que ataca os olhos das pessoas com diabetes mellitus, mais especificamente a retina. A retinopatia diabética é umas das principais complicações relacionadas ao diabetes mellitus e a principal causa de cegueira em pessoas com idade entre 20 e 74 anos. As lesões vasculares associadas são:
Edema macular (inchaço da retina central);
Hemorragias e exsudatos;
Hemorragia vítrea;
Descolamento tracional da retina.
A retinopatia diabética pode levar a perda irreversível da visão. As principais medidas preventivas são:
Controle rígido do diabetes, hipertensão e fatores associados (colesterol, obesidade);
Exames oftalmológicos periódicos (anual ou semestral dependendo do caso) visando detecção de alterações precoces.
Os principais exames utilizados para diagnóstico e acompanhamento são:
Mapeamento de retina (fundo de olho);
Retinografia colorida e fluorescente (angiografia);
Tomografia de coerência óptica (OCT).
As principais formas de tratamento são:
Observação em casos iniciais;
Fotocoagulação (laser);
Aplicação de medicamentos intravítreos (anti-VEGF e corticóides);
Cirurgia (vitrectomia).
B) Degeneração macular relacionada com a idade (DMRI)
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença degenerativa que afeta a porção central da retina (mácula). É a causa mais comum de deficiência visual, podendo levar à perda de visão central ou cegueira, acometendo indivíduos com mais de 50 anos. Apresenta-se sob a forma seca ou exsudativa.
DMRI seca: responsável por 90% dos casos (forma menos grave)
DMRI exsudativa: responsável por 10% dos casos (forma mais grave)
Os principais sintomas são:
Baixa visão , principalmente central (progressiva ou abrupta);
Visão distorcida (metamorfopsia).
Como faço para saber se tenho a doença ou tendência a ter a DMRI?
Se você tem mais de 50 anos, uma visita anual ao oftalmologista para um exame de fundo de olho pode fazer o diagnóstico. Se houver dúvida, procure um especialista em retina.
Os principais exames usados para diagnóstico e acompanhamento são:
Mapeamento de retina (fundo de olho);
Retinografia colorida e fluorescente;
Tomografia de coerência óptica (OCT).
As principais formas de tratamento são:
Observação em casos inicias;
Suplementação vitamínica em casos selecionados;
Aplicação de medicamentos (anti-VEGF) em casos selecionados.
C) Descolamento de retina
Como o próprio nome diz, descolamento de retina é quando a retina se separa da parede interna, onde está aderida, chamada Coróide. Existem 3 formas:
Regmatogênico (quando há presença de uma ruptura);
Tracional;
Exsudativo.
Os principais sintomas são:
Flashes luminosos;
Manchas móveis no campo de visão (moscas volantes);
Baixa visão súbita (central ou mancha periférica que progride para região central).
O descolamento de retina pode causar perda irreversível da visão. Pacientes com sintomas sugestivos devem com urgência passar por consulta oftalmológica completa que inclua mapeamento de retina com dilatação da pupila.
Os principais exames usados no diagnóstico e acompanhamento são:
Mapeamento de retina;
Retinografia colorida.
O tratamento do descolamento de retina é geralmente cirúrgico de urgência.
D) Membrana epirretiniana
Consiste na proliferação de células gliais da retina na superfície da mácula
(retina central).
A tracção mecânica exercida por uma membrana epirretiniana pode ser suficiente para causar perda de fotorreceptores e irregularidade da superfície do fundo ocular.
Pode ser fina (mácula em celofane) ou espessa (pucker macular).
As principais causas são:
Idiopática: 50% dos casos (quando nenhuma causa é encontrada);
Secundárias: pacientes submetidos a cirurgias intra-oculares, procedimentos na
retina com laser ou crioterapia, ou que tiveram inflamações na retina ou cavidade vítrea (uveíte).
Os principais sintomas são:
Baixa visão;
Visão distorcida (metamorfopsia).
Os principais exames usados no diagnóstico e acompanhamento são:
Mapeamento de retina;
Retinografia colorida e fluorescente;
Tomografia de coerência óptica.
A necessidade de tratamento depende do nível de acometimento da visão e das repercussões da visão distorcida. Nos casos selecionados, o tratamento é feito com cirurgia (vitrectomia).
E) Buraco macular
O buraco de mácula, ou buraco macular, nada mais é do que uma pequena falha que se forma nessa região da retina. Apesar de não afetar a visão periférica, à medida que a lesão aumenta, a visão central fica desfocada, ondulada ou distorcida.
A forma idiopática (sem causa conhecida) é a mais comum, mas pode também ocorrer após cirurgias ou trauma ocular.
Os principais exames usados no diagnóstico e acompanhamento são:
Mapeamento de retina;
Retinografia colorida e fluorescente;
Tomografia de coerência óptica (OCT).
A necessidade de tratamento depende do estágio da doença, do nível de acometimento da visão e dos resultados dos exames complementares.
Nos casos selecionados, o tratamento é cirúrgico.